Éon não é apenas um mundo, é um equilíbrio delicado entre forças antigas, reinos erguidos sobre promessas e cicatrizes deixadas por eras esquecidas.
Montanhas que testemunharam pactos.
Florestas que sussurram nomes proibidos.
Regiões onde o próprio ar parece observar.
Cada fronteira conta uma história.
Cada território guarda um segredo.
Ao leste da capital, além das rotas comerciais e das estradas patrulhadas pelos soldados do reino, ergue-se um dos locais mais enigmáticos de Éon: o Vale Flutuante.
Ali, a gravidade não obedece às leis conhecidas.
A terra não repousa sobre a terra.
E o silêncio carrega ecos de uma força antiga.
Gigantescos fragmentos de rocha pairam suspensos no ar, alguns a poucos metros do solo, outros a alturas vertiginosas, como se tivessem sido arrancados do mundo por mãos invisíveis. Entre eles, pontes naturais de pedra se formam e se desfazem com o tempo, criando passagens instáveis e perigosas.
O Vale Flutuante não é apenas um fenômeno geográfico.
É um ponto de instabilidade.
Um lembrete de que a estrutura de Éon não é tão sólida quanto parece.
Um reflexo silencioso de que algo no mundo já foi quebrado, ou está prestes a ser.
Em Crônicas de Éon: Arautos da Destruição, o Vale não é apenas cenário.
É símbolo.
Ele representa o desequilíbrio que começa a se espalhar por Éon, primeiro na matéria, depois na magia… e por fim, nos próprios homens.
Quase ao sul das rotas conhecidas, onde a vegetação rareia e o vento carrega um frio que parece atravessar a carne, ergue-se a Montanha da Perdição.
Alta. Isolada. Silenciosa.
Não é a maior cadeia montanhosa de Éon, mas é, sem dúvida, a mais temida.
A rocha que compõe sua estrutura é incomum: mais escura que o granito comum, quase negra quando molhada pela chuva.
Antigos registros mencionam desaparecimentos inexplicáveis na região. Expedições que jamais retornaram. Magos experientes que partiram confiantes… e nunca mais foram vistos.
No leste de Éon, acima das terras que um dia conheceram apenas o vento e o silêncio, o céu foi rasgado.
Não por fogo.
Não por guerra.
Mas por algo muito mais antigo.
A Grande Anomalia não é apenas um fenômeno. É uma ferida aberta na própria estrutura do mundo, um vórtice suspenso no firmamento, onde luz e escuridão colidem em um movimento eterno. Ao seu redor, o ar se curva, o tempo se distorce e a própria magia responde com instabilidade.
Os estudiosos da Academia a descrevem como um colapso dimensional.
Os sacerdotes a chamam de presságio.
Os magos sentem nela algo ainda mais perturbador: consciência.
Desde o duelo dos filhos do mago das runas, sua presença tornou-se permanente no céu de Éon.
Há quem diga que ela é o fruto de dois poderes colidindo.
Há quem afirme que é o início do fim.
Ela é o sinal de que algo foi rompido.
E que aquilo que foi rompido talvez jamais possa ser restaurado.
Em Crônicas de Éon: Arautos da Destruição, a Anomalia não é apenas cenário, é catalisadora. É o ponto onde destino, poder e corrupção se encontram.
E quando ela finalmente se completar…
Éon não será mais o mesmo.
Ao extremo sul de Éon, além das últimas formações rochosas e das fronteiras onde a vida ainda resiste, estende-se o maior e mais implacável território do continente: o Deserto de Yesimom.
Uma vastidão infinita de areia.
Relatos antigos falam de ruínas soterradas sob as dunas, vestígios de uma civilização que ousou desafiar o sul e foi consumida por ele.
Em Crônicas de Éon: Arautos da Destruição, o Deserto de Yesimom representa o extremo da desolação, um lembrete de que existem lugares em Éon onde a vida simplesmente não foi convidada a permanecer.
E talvez… nunca tenha sido.
Além do Deserto de Yesimom, onde a areia parece engolir qualquer esperança de vida, o horizonte se rompe abruptamente.
Erguem-se então as Cordilheiras de Harim Elyon.
As maiores montanhas de Éon.
Imponentes. Monumentais. Intocáveis.
Suas bases surgem como muralhas naturais que separam o vazio do sul de uma região onde a vida resiste e floresce com esforço. Diferente de Yesimom, as margens das cordilheiras abrigam vilarejos antigos, construídos em pedra bruta, aninhados entre desfiladeiros e encostas protegidas do vento.
Esses vilarejos vivem sob a sombra constante das montanhas.
O clima é rigoroso. Os invernos são longos. O vento desce das alturas como lâminas invisíveis. Ainda assim, há ali uma força silenciosa, uma fé antiga que sustenta os moradores geração após geração.
À medida que se sobe pelas encostas, a vegetação se torna rara, o ar mais fino, o silêncio mais profundo.
E no pico…
Neve eterna.
O próprio nome carrega peso.
Harim Elyon.
Montes do Altíssimo.
Há quem acredite que as cordilheiras sejam o ponto mais próximo do divino em todo o continente.
Se Yesimom representa a desolação absoluta, as Cordilheiras de Harim Elyon representam resistência, uma fronteira entre o abandono e o propósito.
Em Crônicas de Éon: Arautos da Destruição, elas simbolizam o extremo sul não apenas geograficamente, mas espiritualmente.
Ao norte de Éon, onde o clima se torna mais úmido e o verde domina o horizonte, estende-se a imensa e ancestral Floresta de Esh.
Não é apenas uma floresta.
É um organismo vivo.
Suas árvores são colossais, com troncos largos o suficiente para abrigar pequenas construções em seu interior. As copas se entrelaçam no alto, filtrando a luz do sol em feixes esverdeados que descem como colunas silenciosas até o solo coberto de raízes expostas e folhas antigas.
A sensação ao atravessar seus limites é imediata.
O ar muda.
O som muda.
A percepção muda.
O vento não sopra livremente em Esh, ele sussurra. Move-se entre os galhos como se carregasse memórias. Há quem diga que a floresta guarda ecos de eventos antigos, absorvidos ao longo dos séculos.
We use cookies to improve your experience on our site. By using our site, you consent to cookies.
Manage your cookie preferences below:
Essential cookies enable basic functions and are necessary for the proper function of the website.
These cookies are needed for adding comments on this website.