Crônicas de Éon: Arautos da destruição

A sombra

Nem toda escuridão anuncia sua chegada. Algumas apenas já estavam ali.

Antes das guerras declaradas, antes dos céus serem rasgados, havia algo que não marchava sob estandartes nem se proclamava inimigo.

Ela não invadia territórios.
Não reivindicava tronos.

Ela se infiltrava.

Sussurrava onde havia dúvida.
Crescia onde havia orgulho.
Observava onde ninguém mais olhava.

Durante eras, acreditou-se que estivesse contida, um eco distante de um tempo que não retornaria.
Mas a Sombra não desaparece.

 

Ela espera.

E quando se move, não o faz com estrondo, faz o mundo rachar por dentro.

A Era das Trevas

Crônicas de Éon - Era das Trevas - Fantasia Sombria Brasileira

Muito antes da estabilidade de Ir Orim.
Muito antes da consolidação da Academia.
Muito antes da aparente paz que marcou gerações…

Éon mergulhou na escuridão.

A chamada Era das Trevas não foi apenas um período de guerra. Foi um tempo em que o próprio mundo pareceu se dobrar sob uma força que não pertencia à ordem natural das coisas.

Relatos antigos falam de céus encobertos por dias inteiros.
Sombras que não obedeciam à luz.
E seres que caminhavam entre os homens como se fossem superiores à própria criação.

Saga de Éon - Fantasia Épica Brasileira

O Avanço da Sombra

Durante a Era das Trevas, não foram apenas cidades que caíram.

Foram certezas.

A magia tornou-se instável em diversas regiões. Registros indicam que magos experientes falhavam ao conjurar feitiços simples. Runas se dissipavam antes de se completar. Clarividentes encontravam barreiras no fluxo do tempo.

Havia algo interferindo.

Algo que corrompia.

A sombra, como muitos passaram a chamá-la, não era mera ausência de luz. Era presença ativa. Influenciava mentes, distorcia percepções e parecia possuir vontade própria.

Mas de onde ela surgiu?

Essa é uma das perguntas que permanecem sem resposta definitiva.

Crônicas de Éon - Era das Trevas - Fantasia Sombria Brasileira

Fragmentos Perdidos

Grande parte dos registros da Era das Trevas foi destruída ou perdida. O que se sabe hoje vem de relatos fragmentados, escritos preservados no norte e tradições transmitidas oralmente.

Há menções a conflitos de proporções continentais.
A seres que não envelheciam.
A eventos que alteraram permanentemente certas regiões de Éon.

Alguns locais carregam marcas até hoje.

Certas áreas permanecem inacessíveis à clarividência.
Outras apresentam distorções mágicas inexplicáveis.

Como se a Era das Trevas não tivesse terminado por completo.

Um Passado que Ainda Respira

O que torna esse período ainda mais inquietante não é apenas sua violência, mas o fato de que muitos acreditam que ele não foi totalmente encerrado.

Que algo ficou.

Que forças antigas aguardam.

Em Crônicas de Éon: Arautos da Destruição, a Era das Trevas não é apenas passado histórico. É fundamento. É origem. É aviso.

O mundo já enfrentou a escuridão antes.

Mas a pergunta que permanece é:

Se ela retornar…
Éon estará preparado desta vez?

Os Filhos da Noite

Entre os muitos relatos fragmentados da Era das Trevas, um nome surge repetidamente, sempre envolto em medo e reverência:

 

Filhos da Noite.

Não eram simples soldados.
Não eram apenas criaturas.
E certamente não eram humanos comuns.

Os registros os descrevem como seres moldados, ou consumidos, por uma força maior. Caminhavam entre a sombra. Seus olhos brilhavam na escuridão, e sua presença era suficiente para desestabilizar magos experientes.

Pouco se sabe sobre sua origem exata.

Alguns acreditam que foram criados.
Outros afirmam que foram transformados.
Há ainda quem defenda que sempre existiram, aguardando apenas o momento de emergir.

O que é certo é que os Filhos da Noite não agiam como uma horda desorganizada. Havia estratégia. Havia comando. Havia propósito.

Relatos indicam que eram capazes de resistir a ataques mágicos comuns e que pareciam se fortalecer em ambientes dominados por escuridão. Em certas regiões, a própria sombra parecia responder à sua presença.

Não corriam.
Avançavam.

Como se soubessem que o tempo estava ao lado deles.

Com o fim da Era das Trevas, os relatos sobre os Filhos da Noite tornaram-se raros. Muitos passaram a tratá-los como figuras quase mitológicas, exageros criados para justificar derrotas ou explicar o inexplicável.

Mas nem todos acreditam nisso.

Alguns estudiosos defendem que sua ausência não significa extinção.
Apenas silêncio.

Em Crônicas de Éon: Arautos da Destruição, os Filhos da Noite representam mais do que inimigos do passado. Representam a materialização da corrupção quando ela encontra forma.

E se a sombra voltar a ganhar força…

Talvez os Filhos nunca tenham partido.